apa2019/ Outubro 29, 2018

P026
Português / Portuguese (PT): Migrações e Mercados de Sexo
Inglês / English (EN): Migrations and Sexual Markets

Coordenador / Coordinator:
Mara CLEMENTE
Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL)
mara.clemente@iscte-iul.pt

Co-coordenador / Co-coordinator (se aplicável, não obrigatório / if applicable, not mandatory):
Thaddeus BLANCHETTE
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Campus Macaé
thaddeus.blanchette@gmail.com

Debatedor / Discussant (se aplicável, não obrigatório / if applicable, not mandatory):
Ana Paula da Silva (UFF). E-mail: ana51@uol.com.br; Mara Clemente (CIES/ISCTE-IUL). E-mail: mara.clemente@iscte-iul.pt; Thaddeus Blanchette (UFRJ). E-mail: thaddeus.blanchette@gmail.com

Língua principal / Main language: Português / Portuguese (PT)
Língua complementar / Complementary language: Inglês / English (EN)
Língua de trabalho preferencial (não exclusiva) / Prefered working language (not exclusive): Português / Portuguese (PT)


Detalhes do painel na língua principal / Panel details in main language

Título / Title
Migrações e Mercados de Sexo

Resumo curto / Short abstract
Este painel centrar-se-á na articulação entre migrações e mercados do sexo, sejam estes tipificados por intercâmbios comerciais e/ou por trocas sexuais-afetivas. Priorizemos trabalhos que recuperam a agência das migrantes que empregam a sexualidade como parte de uma estratégia de mobilidade em tempos de recrudescimento de fronteiras e nacionalismos.

Resumo longo / Long abstract
A interligação histórica entre migrações e mercados do sexo ganhou destaque nas migrações em massa provocadas pelo capitalismo moderno. Em diferentes momentos e lugares, um padrão repete- -se: migração masculina para a cidade em busca de trabalho, seguida por migração feminina. Esta segunda onda evidencia uma “economy of makeshifts” (Hufton, 1974) composta por trabalhos engendrados e precários, caracterizada pelo movimento entre três polos definidos por casamento, trabalhos mal remunerados nas indústrias de serviço e/ou produção, e comércio do sexo. Após a Primeira Guerra Mundial, o recrudescimento das fronteiras acrescentou outro aspeto sexualizado aos processos migratórios: a vigilância contra homossexuais e prostitutas. A primeira “cruzada” contra o tráfico de pessoas, do início do século XX, estava intimamente interligada a esse pânico. Hoje, numa globalização caracterizada pela crescente xenofobia, vemos, novamente, o “bad sex” (Rubin, 1993) sendo apresentado como perigo nos corpos e comportamentos de imigrantes. Entretanto, sexo e afeto estão cada vez mais empregados como “armas dos fracos” para furar fronteiras (através de namoros e casamentos) e construir sobrevivências económicas (através da comercialização do sexo). Esse painel prioritizará trabalhos que buscam capturar as negociações complexas entre mercados sexuais/afetivas e projetos de migração, recuperando o protagonismo d@s migrantes e prioritizando sua agência.


Detalhes do painel na língua complementar / Panel details in complementary language

Título / Title
Migrations and Sexual Markets

Resumo curto / Short abstract
This panel will focus on exploring the links between migrations and sexual markets, whether these are typified by commercial exchanges and/or sexual-affective exchanges. We will prioritize work that recovers the agency of migrants who employ sexuality as a strategy for constructing mobility in times of increased nationalism and border vigilance.

Resumo longo / Long abstract
The historical connection between migration and sex markets gained prominence during the mass migrations brought about by modern capitalism. At different times and places, a pattern has repeated itself: male migration to the city in search of work, followed by female migration. This second wave demonstrates an “economy of makeshifts” (Hufton, 1974) composed of engendered and precarious jobs, characterized by movement between three poles defined by marriage, low paid jobs in the service and/or production industries, and the sex trade. After WWI, the reinforcing of borders added another sexualized aspect to the migratory processes:vigilance against homosexuals and prostitutes. The first “crusade” against human trafficking in the early twentieth century was closely intertwined with this panic. Today, in a globalization characterized by increasing xenophobia, we see “bad sex” (Rubin, 1993) again being presented as a danger in the bodies and behaviors of immigrants. However, sex and affection are also increasingly being used as “weapons of the weak” to penetrate borders (through love and marriages) and to create conomic survival (through the commercialization of sex). This panel will prioritize work that seeks to capture the complex negotiations between sexual/affective markets and migratory projects, emphasizing the role of migrants as agents.